Mostrando postagens com marcador Biografias. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Biografias. Mostrar todas as postagens

segunda-feira, 28 de março de 2016

Lourdes Van-Dúnen

Lourdes Van-Dúnen


Maria de Lourdes Pereira dos Santos Van-Dúnem (29 de Abril 1935 - 04 de janeiro de 2006) foi uma cantora angolana.

Geralmente chamada de Lourdes Van-Dúnem, ela nasceu em Luanda, e chegou ao estrelato na década de 1960 com o grupo Ngola Ritmos. Gravou seu primeiro álbum, Monami, com este grupo. Ela viajou várias vezes em Portugal, Argélia, e no Brasil, além de performances em Angola. Depois de seu primeiro álbum, a maior parte de sua carreira foi gasta com o grupo Jovens do Prenda.

Ela morreu em 2006 de febre tifóide. O Presidente de Angola, José Eduardo dos Santos, foram ao seu funeral.
Fez o ensino primário na Liga Nacional Africana, e o secundário no Colégio Dona Ana de Castro e Silva e posteriormente no Liceu D.João II, tendo como habilitações literárias o 2º ano liceal. 
Começou a cantar no colégio ainda muito jovem, e aos poucos foi-se evidenciado, até que começou a ganhar prestígio, sendo conhecida naslides musicais por Lourdes Van-Dúnem, a intérprete da canção "Monami"que foi o seu primeiro êxito. 

Iniciou a sua carreira nos anos 60 com o agrupamento musical "Ngola Ritmos", fez várias tournées por Angola e Portugal e gravou o seu primeiro disco "Monami", tendo feito os restantes trabalhos com o agrupamento musical os Jovens do Prenda. 

Através da então Secretaria de Estado da Cultura, nos fins de 80 e início dos anos 90 fez várias tournées artísticas pelo norte e sul de Portugal, havendo a destacar a participação na "Quinzena Cultural Angolana", em Lisboa. Em 28 de Agosto de 1997 é convidada pela Direcção Nacional do Protocolo de Estado da República de Angola a participar na apresentação de cumprimentos por ocasião do 48º aniversário natalício do Presidente da República de Angola, José Eduardo dos Santos. 


Em 03 de Setembro de 1997 participa e encerra o festival de "Sun City" na África do Sul. Em Outubro participa no "baile das estrelas" realizada no restaurante XL, e foi premiada com o diploma de "A Mais Poderosa da Música Angolana". 


Em Novembro de 1997 foi membro do júri do projecto da canção "Luanda a nossa casa comum" do Governo Provincial de Luanda. A 31 de Dezembro do citado ano é outorgada com o diploma da Rádio Nacional de Angola, programa de fim de ano " Da mulher Voz Feminina na valorização da música Angolana". 

Aos 09 de Fevereiro de 1998 recebe uma carta de reconhecimento pela sua participação na Semana Angolana, no Hotel Presidente Meridien, de Luanda. 

A 14 de Fevereiro de 1998 foi membro do júri da eleição da Miss Angola 98. Aos 08 de Março deste ano participa no espectáculo alusivo ao Dia Internacional da Mulher, na residência da Primeira Dama da República de Angola, Ana Paula dos Santos. 

Em 1998 participa como convidada especial nas gravações dos CDs "Projecto Pomba Branca" e de Nila Borja. 

Para além de cantora, Lourdes Van-Dúnen, um dos expoentes máximos da música angolana, era também florista. 

sábado, 26 de março de 2016

Alda Ferreira Pires Barreto de Lara Albuquerque, conhecida como Alda Lara (9 de junho de 1930BenguelaAngola - 30 de janeirode 1962Cambambe, Angola), foi uma poetisa angolana, que criou uma grande produção poética, publicada apenas após a sua morte, através da recolha dos seus poemas feita pelo seu marido.

Biografia


Alda Lara foi casada com o escritor Orlando Albuquerque. Ainda nova mudou-se para Lisboa onde concluiu o 7º ano do Liceu. Posteriormente, Frequentou as Faculdades de Medicina de Lisboa e depois de Coimbra, onde acabou por se licenciar. Esteve ligada a actividades da Casa dos Estudantes do Império (CEI), sendo uma excelente declamadora, chamando a atenção para os poetas africanos. Após a sua morte, a Câmara Municipal de Sá da Bandeira (actual Lubango) instituiu o Prémio Alda Lara de poesia, em sua homenagem. O seu marido, recolheu a sua poesia e publicou postumamente toda a a sua obra.

Obra publicada


  • Poemas, 1966, Sá de Bandeira, Publicações Imbondeiro;
  • Poesia, 1979, Luanda, União dos Escritores Angolanos;
  • Poemas, 1984, Porto, Vertente Ltda. (poemas completos).
  • Tempo de chuva. Lobito: Colecção Capricórnio, 1973

Kanguimbo Ananaz


Maria Manuela Cristina Ananaz
Kanguimbo Ananaz, pseudónimo literário de Maria Manuela Cristina Ananaz, nasceu no dia 3 Fevereiro de 1959, no bairro do Forte de Santa Rita, no Namibe, cidade onde concluiu o ensino primário, no Colégio Nossa Senhora de Fátima, e o secundário, na Escola Preparatória Barão de Moçâmedes.
A escritora frequentou ainda o 1º e 2º ano do curso de comércio na Escola Comercial e Industrial Infante D. Henrique, na mesma cidade. Após a independência, fez o III Nível na Escola Njinga Mbande e o curso Pré- universitário, em Luanda.
Em 1989, frequentou o 1º ano do curso de Biologia na Faculdade de Ciências, da Universidade Agostinho Neto, e, em 1992, ingressou no Instituto Superior de Ciências da Educação, ISCED, onde fez a Formação em Psicologia terminando o plano curricular em 1996. Em 2001, ingressou, como membro, na Brigada Jovem de Literatura de Angola. Kanguimbo Ananaz tem obras publicadas em poesia e contos infanto-juvenis, um género específico de expressão literária, constituído, normalmente, por obras de ficção, escritas, geralmente, por adultos e destinadas a um público juvenil.

Deolinda Rodrigues foi uma poetisa, mártir da luta pela liberdade, dirigente do movimento revolucionário e uma incansável militante pelos direitos humanos, em Angola. No final da década de 1950, quando essa jovem estudante de sociologia vivia no Brasil, trocou correspondências com ninguém menos que o reverendo Martin Luther King Jr., líder da luta pelos direitos civis dos afro-americanos. O nome completo dessa heroína, nascida em 1939, em Catete, na província de Bengo, norte de Angola, era Deolinda Rodrigues Francisco de Almeida. Naqueles tempos de guerra, ela usava o pseudônimo de Langidila. Era a terceira dos cinco filhos de um casal de professores primários, religiosos metodistas.

Ao mudar-se para Luanda, viveu na casa de seu primo, o também poeta Agostinho Neto, que se tornaria o primeiro presidente de Angola. A missão evangélica concedeu-lhe uma bolsa para estudar no Instituto Metodista de Ensino Superior, em São Bernardo do Campo, região do Grande ABC, em 1959, mas ela foi extraditada, um ano e meio depois, por conta de um acordo entre nosso país e Portugal. Foi nesse período que trocou cartas com Luther King. Seguiu para Illinois, nos Estados Unidos, onde prosseguiu os estudos. Mas, antes de completá-los, retornou à África para pegar em armas contra a opressão colonial.





Foi para Guiné e depois para o Congo Kinshasa, onde ajudou a fundar a Organização da MulherAngolana (OMA). Líder nata, apresentava na rádio do partido o programa A voz de Angola combatente e participava dos treinamentos de guerrilha em Kabinda, onde foi selecionada para integrar o Esquadrão Kamy. Em 2 de março de 1968, ao retornar de uma missão na selva, Deolinda e quatro outras integrantes do OMA (Engrácia dos Santos, Irene Cohen, Lucrécia Paim e Teresa Afonso) foram capturadas pelo grupo guerrilheiro adversário, o UPA (posteriormente FNLA). As cinco foram torturadas e esquartejadas vivas. Sete anos antes da independência de seu país, o 2 de Março foi consagrado Dia da Mulher Angolana. Uma carta de Martin Luther King a Deolinda, de 1959, com uma análise da situação política em Angola e conselhos daquele herói afro-americano, é um dos documentos exibidos com orgulho pelas atuais lideranças do Movimento Popular de Libertação de Angola (MPLA), cujo vice-presidente, o deputado Roberto de Almeida é irmão dessa poetisa mártir. Num trecho da carta, King afirma: “Seria maravilhoso regressar ao seu país com esta ideia na mente: a liberdade nunca é alcançada sem sofrimento e sacrifício. Só se conquista com trabalho persistente e incansáveis esforços de pessoas dedicadas.” Talvez esse conselho tenha sido um grande estímulo para Deolinda oferecer sua vida pela liberdade de seu povo, assim como ocorreu com o próprio Luther King.
fonte: PlatinaLine